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2 Nabos na Púcara

Dois autênticos nabos que resolveram criar isto para vir falar de coisas, cenas e algo mais.

20
Set16

Back to School - Os dias duros de um pai!

homem-triste2.jpg

 

O regresso às aulas é aquele momento do ano, em que alguns pais se vêm forçados a fazer mudanças radicais nos seus hábitos diários e que raramente são valorizados.

Eles, os putos é que são os coitadinhos e os pais, só lhes resta aguentar passar este momento turbulento nem que para isso recorram a psicotrópicos só para aguentar a “pastilha”.

Como pai venho manifestar o meu desagrado por este momento difícil que estou a passar e afirmar claramente que sou eu, também, sem dó nem piedade vítima de bullying do sistema escolar.

 

Afinal o que raio é papel musgami?

 

Sim, vamos começar já a dissertar sobre o material escolar, que eu já estou com uma pilha de nervos tão grande, que estou com vontade de dar com uma resma de papel A4 na cara da senhora da papelaria.

Lá porque não faço ideia do raio que é papel musgani, não faz de mim um monstro de três olhos e começo já por dizer que podem parar de olhar para mim com aquela cara de “espantalho de campo”, muito parecida, aliás, à cara que o Fernando Santos teve quando o Éder marcou o golo frente á França no Europeu.

Só para que conste, massa de modelar, também está na lista!

Tirando cotovelos, massa de letras e esparguete, não vi nada disso na mercearia e como tal, se querem fazer workshops de cozinha, que pelo menos peçam massas conhecidas.

Não contem comigo para ir para o Martim-Moniz, porque eu não sou fã de coisas exóticas, nem gosto de caril ou quaisquer outras dessas cenas estranhas.

Para mim, massa com atum está bom, por isso não me compliquem o sistema, sff.

E papel de crepe?

Nem na loja dos chineses sabem o que é…quanto mais eu!

Como todos bem sabemos, se existe malta que é perita em crepes são eles, até porque os comem duas vezes ao dia como entrada!

E como dizia a minha avó, se os chineses não sabem o que é, simplesmente é porque não existe.

Foi essa a regra que me ensinaram e para mim é sagrada.

 

Por outro lado, quando olhamos para os horários, a coisa é tão complexa para um miúdo que está no primeiro ano que só de pensar o que será daqui a três, altura em que estará no 4º ano, tenho logo arritmias aos saltos.

O rapaz tem uma carga horária idêntica a de um adulto e os horários são repartidos entre AEC´s sem fim e horário escolar normal.

Ele vai passar mais tempo na escola que eu no trabalho e isso é já bastante preocupante, porque se o psiquiatra para mim já é um peso no orçamento, não quero pensar na potencial hipótese de ter essas contas a...dobrar!

Já o estou a imaginar deitado no sofá, a dizer…

- Drº não aguento a pressão da professora de expressão musical, que insiste que eu decore a letra do, “como o macaco gosta de banana” do José Cid.

 

E os hábitos também mudam de forma profunda!

Antigamente chegava a casa e puxava-me para ver o Cartoon Network e agora puxa-me para a secretária e obriga-me a contar até cem e a subtrair números naturais, vezes sem fim.

Já não bastava as contas que tenho que fazer durante o dia só para chegar à escola para o ir buscar a horas, como agora tenho que resolver problemas de um “passo envolvendo situações de retirar, comparar ou completar”.

Por falar em retirar, foi retirada a Playsation porque o “menino tem que fazer os trabalhos e dormir cedo” e eu também estou proibido de jogar GTA IV, porque me dizem que vou muito excitado para a cama.

 

E a comer?

Valha-me Deus!

Desde que foi para escola dos “crescidos” estou em querer que lhe deve ter crescido o estômago, pois come como o mundo fosse acabar amanhã.

- Ele gasta muita energia, coitadinho!!! – diz a mãe

Ao que eu respondo…

- Ele gasta é tudo! – Qualquer dia, tenho que ir hipotecar um rim só para pagar as contas do supermercado!

 

Ninguém me tinha dito que isto era assim.

Qual o formulário para o voltar a meter no infantário?

Abraços e Beijinhos

 

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